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13 de julho de 2008

stop this train


"stop this train", I thought, just as it appears in John Mayer's melancholic song. But this thought was not due to a trouble about the time passing by...

no, this sentence crossed my mind because in that train there was an unreachable, impossible desire that had been asleep for three days. As that third day ended, he was there, right there in front of me. And once again, my body had no ability at all to move.

Was this a cruel destiny's trick? Or maybe a gift from destiny itself, that I didn't have the guts to take?

29 de maio de 2008

Somebody worth writing for...

E ela ali ficou, destinada a si mesma, aos seus próprios defeitos e aos de mais ninguém, sem um fim à vista em função de alguém.

Sorri, convive, brinca. Tudo parece fácil, quando os amigos nos protegem daquilo que tememos.

Mas um simples olhar, para ela, é multiplicado por mil, e por vezes tem muito menos significado, é muito menos profundo do que ela vê. Porquê? Ela nunca soubera responder a isso, nunca entendera a razão para tal ansiedade face a um simples e efémero olhar.

Enfim, os seus olhos vêem, por vezes, o que não devem, ou até o que não existe. Olhos complicados, estes. Ela sente coisas que os outros não transmitem, sentimentos inexistentes.
Para ela é tão crucial saber o que os outros pensam e sentem, que acaba por se perder nas suas especulações. Ela já não sabe o que é ou não real, sem saber avaliar as suas acções, sem saber se a atitude de alguém foi resultado do seu próprio comportamento, sem perceber quem erro.

Qualquer coisa entre o cérebro e a alma se desliga, uma ligação entre pensamentos e acções é quebrada, e por vezes uns não coincidem com os outros, numa incoerência de ser.

Esta imperfeição já não tem graça, porque existem imperfeições deliciosas, mas ela precisa de outras para além das dela. Se é que alguma vez foi fácil conviver com a pessoa non-sense que nela habita, agora pouco de si ainda faz sentido.


God, bring me somebody complicated, besides me...

Give me something or somebody worth writing for xD

16 de abril de 2008

descansar de mim

divagações de quem teme um futuro sombrio,
medo de ser e de sentir, medo de não sentir o suficiente, medo de recear por temer o que não deveria ser assustador,
contradições de quem pensa demais e muito pouco consegue transmitir,
lamentações de quem muito chora por dentro ainda que use o riso como disfarce,
devaneios sobre tudo e nada,

...como se tudo fosse pensável, como se tudo merecesse a minha atenção e cuidado... que se lixem todos estes pensamentos inúteis!

às vezes fico simplesmente farta de levar a vida desta forma tão séria...
só sinto o pesar dos meus pensamentos e preocupações sobre os meus ombros...
e só peço a esta consciência (ou o que lhe quiserem chamar) que me dê algum descanso, apenas uns momentos de paz comigo mesma e com o que sou...


13 de Abril

22 de março de 2008

Gritos mudos

Penso e torno a pensar.
Não consigo, ainda assim, encontrar razões para este estado em que me encontro.
A tristeza e a solidão não cessam, e não sei porquê.
A chuva miúda e a escuridão do céu são apenas o que vejo com clareza, materializando o que sinto. Eu, eu só queria o sol.
Não quero a chuva que se dissolve na minha mente atormentada, não quero o vento que corrói o meu corpo com o tédio dos dias, não quero a escuridão que se abate sobre mim pela ausência daqueles de quem preciso.
Grito por dentro, esperando estupidamente que alguém ouça o que estou a sentir. Nada é o que tenho, o que me dão, o que eu posso dar. E nunca quis tudo.
Quero apenas saber que alguém está lá quando os dias são sombrios, que alguém me afaste da tempestade no meu interior. E não obtenho resposta.
Não me ouvem, não sentem que estou aqui, inerte, à espera de algo que me distraia de mim.

17 de março de 2008

¿ Eu ?




nas alturas de conversa e interacção, sou uma.

nas horas solitárias de pensamentos inquietos e absurdos, sou outra.

ambas se conhecem, ambas convivem no mesmo corpo que parece não representar nenhuma das duas convenientemente. esse corpo está lá por estar, por mera obrigação biológica.
quanto a elas, procuram entender-se, tentam um equilíbrio ideal entre uma e outra que nunca é perfeito nem lógico. tanto uma como outra lutam por mostrar o que de melhor têm. uma e outra procuram esconder e abafar o seu lado negativo, no caso de uma; ou mais obscuro, no caso de outra.

por vezes, mais almas interferem nesta relação porque, como um dia concluí de uma conversa com uma amiga, parece que todos somos constituídos por várias pessoas que co-habitam num só corpo. e se duas já levantam problemas de cooperação e existência mútua, que havemos de fazer quando outros se erguem do inconsciente para interferir no pensamento e no ser?
o facto é que esse ser é influenciado por tantos factores, situações e pessoas que por vezes age como se fosse alguém totalmente exterior a si mesmo. quem não teve já atitudes que não consegue explicar, que não são "suas" mas de outra pessoa, de alguém estranho ao nosso suposto "eu"? por vezes até queremos, de facto, ser uma pessoa diferente, agindo propositadamente conforme aquilo que aspiramos a ser. mas será que vale a pena?

uma coisa é certa: por vezes, é inevitável o confronto com outros "eus" que não sabíamos existirem ou que estavam há muito adormecidos. é que esses "eus", um tremendo incómodo à nossa tranquilidade e sendo por vezes incontroláveis, existem — em nós. se desaparecerem, será com o tempo, naturalmente, dissipando-se na alma que cresce e se desenvolve.

eu, na consciência de ser muitos dentro de mim, apenas sou eu se eles existirem, se eles não forem ignorados ou desprezados — apesar de por vezes não gostar de nenhum, ou de querer ser o melhor de todos eles.

27 de fevereiro de 2008







« All I can do is be me.
Whoever that is. »
Bob Dylan









Muitos lutam por mascarar aquilo que são. Talvez nenhum de nós seja totalmente genuíno e autêntico, pois somos o resultado de uma interminável soma de factores e cada vez mais somos forçados a pertencer ou acreditar em algo mais amplo que nós.

Enquanto uns não conseguem evitar ser quem são, outros de tudo fazem para ocultar precisamente aquilo que faz deles seres únicos. Incluídos nestas categorias ou em nenhuma delas, encontram-se outros, cuja procura inacabada de si mesmos não permite sequer que entendam o seu próprio eu.

Desta procura, fazem parte as contradições de não se saber ainda quem se é em que se acredita. Experimentamos e erramos, mentimos a nós próprios e, a pouco e pouco, descobrimos "a nossa verdade". A partir daí, aceitar ou não essa verdade depende da relação que temos com ela, do sentimento que nutrimos por nós próprios.

Não podemos ignorar de onde vimos, independentemente de onde iremos. E fingir o que não somos? Até é possível, mas não sem sofrermos porque cada atitude que tomamos tem de ser infinitamente calculada e estudada. Quem consegue ser assim durante muito tempo?

Talvez não seja assim tão importante definirmos a nossa forma de ser. Será realmente relevante que coloquemos uma etiqueta na testa com uma qualidade ou defeito, uma idelogia ou grupo em que supostamente estamos incluídos? E se, ao assumir uma variedade de características que possuímos, nos indentificarmos com pessoas das mais variadas origens?
E se quisermos rotular-nos simplesmente com a palavra "EU", porque é ela que nos distingue de todos os outros e sintetiza toda a nossa essência?
Se é com esse eu que teremos de conviver durante uma vida inteira, porque não fazer de nós o melhor que pudermos?

1 de fevereiro de 2008

Não quero ser «demais»...

Procuro.

Procuro um sentimento que me complete, uma felicidade que perdure e não apenas um riso fugaz.
Perco-me pelo caminho. Encontros e desencontros, desilusões e arrependimentos.

Uma e outra vez, preciso de sentir-me segura de que não estou a mais, de que é com eles que quero estar, de que eles se sentem bem comigo. Não preciso que mo digam. Apenas quero ser parte integrante de uma amizade sem segredos, sem o mau-estar de ser tratada como um anexo, como alguém inútil nas conversas mais profundas, nos temas e preocupações mais importantes.

Não quero ser demais.
Não quero ser a-que-só-serve-para-de-vez-em-quando, mas acima de tudo não gosto de estar com quem não confia em mim para desabafar, com quem segreda entre si como se eu não estivesse presente... Como é desagradável ter de fingir que não se está lá!

Por isso tento, e tento outra vez, ser completa se não estiver com eles, conseguir estar sem eles, estando com aqueles que estão mesmo lá e a quem, porventura, há uns tempos não dei valor.
E, apesar de por vezes me ir abaixo, apesar de serem inevitáveis alguns tempos de solidão, os momentos que passo com uns e outros, amigos temporários ou eternos, têm sido tão bons que só posso estar feliz com esta mudança que impus a mim mesma.

Mudar é preciso, corrigir o que sabemos que está errado há muito tempo mas que implica decisões que, na verdade, não queremos tomar. Mas quando sabemos que é o melhor para nós... apercebemo-nos, com o tempo, de que ficamos mais fortes, completos, felizes.


[não vou obrigá-los a ter-me sempre com eles, porque os adoro. non-sense? ...]

20 de janeiro de 2008

Welcome to existence!

Fujo daquilo que me atormenta, sofro pelo medo que tenho de sofrer. Sem coragem para arriscar, sofro também porque podia tê-lo feito e não fiz. Estou em constante fuga, a todo o momento tento esconder-me daquilo que não consigo olhar de frente.


O pior é arrepender-me do que não fiz... E saber que não o fiz por medo e insegurança desnecessários.


Sofrer é inevitável - de nada serve fugir àquilo que nos faz crescer e nos fortalece. Afinal, é impossível que nos mantenhamos protegidos e intocáveis no nosso pequeno e limitado mundo. A minha imaginação, por muito fértil que seja, nunca substituirá uma palavra sincera a um amigo ou a sensação de que fiz tudo o que pude para conseguir algo.


Enquanto penso duas vezes se digo isto ou aquilo, se faço ou não, se errei, a vida passa e as oportunidades vão-se, as palavras ficam retidas e forma-se um gigantesco nó na garganta.


Viver "pela metade", resistindo aos meus sentimentos e defendendo-me dos outros como uma frágil peça de decoração não me traz a mínima felicidade. Sei que sou eu mesma a colocar entre mim e os outros, entre o meu corpo e o mundo, esta barreira que nem eu nem eles conseguem transpor totalmente. Por estar consciente das restrições que coloco ao que sinto, digo, sem pensar duas vezes, que há que mudar. Estarei finalmente a permitir-me ser feliz?







« Welcome to the planet

Welcome to existence

Everyone's here

Everybody's watching you now

Everybody waits for you now

What happens next?

I dare you to move

I dare you to lift yourself up off the floor

I dare you to move

Like today never happened

Today never happened before (...) »



I Dare You to Move,

Switchfoot

3 de janeiro de 2008

Talvez não valha a pena!

Conclusão do dia: não sei lidar com conflitos.
Não sei... e pronto.
Sei que devia saber como fazê-lo, mas não sei e nunca soube. Sempre me deu "dores de barriga" quando discuti com alguém, e sempre tentei evitá-lo ao máximo. Por vezes, de tanto tentar evitar o confronto com alguém com quem tinha problemas, ainda tornava tudo mais difícil e doloroso.
Provavelmente ninguém compreende como é que isto pode a acontecer a alguém que já tem 17 anos e de cada vez que quer dizer o que sente e o que acha estar certo ou errado pensa milhões de vezes na melhor maneira de o fazer... Na verdade, nem eu mesma percebo tudo isto e às vezes até desejava poder dizer "Vai à merda", só de vez em quando.
Porque a dor de despejar toda a frustração e raiva do momento no outro é com certeza menor do que a dor de tentar colocar tudo numa gaveta até que já não se aguenta toda a carga acumulada. Oh, se é muito mais fácil e saudável...
Enfim, peço desculpa por não gostar de conflitos, de rivalidades, de intrigas, de boatos, de infantilidades, de amuos, de discussões, etc, etc, etc. E reconheço que por vezes estas coisas permitem que estejamos mais preparados para a competição exacerbada que teremos de enfrentar dentro de pouco tempo. bah, só esta expressão dá-me voltas ao estômago.
Talvez até toda a vida seja um conflito permanente e uma montanha-russa de obstáculos que nem sempre podemos ultrapassar sem algumas feridas.
Essa deve ser uma das aprendizagens mais importantes que terei de fazer. Talvez não valha a pena exterminar uma data de neurónios para tentar evitar uma discussão, e engolir, e remoer tudo aqui dentro, até ser atacada sem razão aparente. Talvez não valha a pena tanto martírio!
Life, oh life! turututu...