Não pertenço aqui, e talvez nunca tenha pertencido, talvez os momentos em que me senti parte integrante deste local foram apenas fruto da minha ingénua imaginação. Partilho com outras pessoas o nervosismo pela revolução que se vai dar nas nossas vidas, mas também a felicidade de ver, cada vez mais próximo, o fim das falsidades ridículas, dos conflitos fúteis, da infantilidade cruel de tantos a quem falo por obrigação.
17 de maio de 2008
Sonho de um amanhã
Não pertenço aqui, e talvez nunca tenha pertencido, talvez os momentos em que me senti parte integrante deste local foram apenas fruto da minha ingénua imaginação. Partilho com outras pessoas o nervosismo pela revolução que se vai dar nas nossas vidas, mas também a felicidade de ver, cada vez mais próximo, o fim das falsidades ridículas, dos conflitos fúteis, da infantilidade cruel de tantos a quem falo por obrigação.
12 de março de 2008
Assim sou...
Agora, eu, por mim, não devo esperar que os problemas se resolvam por si mesmos ou sejam os outros a tomar a iniciativa.
7 de março de 2008
Estilhaço do que fomos
(Quando?)
Independentemente das consequências do que farei, já nada tenho a perder. Tudo o que me resta é agarrar-me a esse fragmento de uma relação sufocada.
(Como?)
Quanto a esse estilhaço, por diminuto que seja, é para mim suficiente. Antes, nada era suficiente, e a presença corpórea era uma obsessão; agora, ela é insignificante, e apenas a compreensão mútua me permitirá lembrar com carinho o que fomos. Recuso-me a lembrar algo tão inesquecível com mágoa, tristeza, inquietação!
Não sei quando, como, com que coragem vou expressar por palavras o que tenho sentido, porque raramente o faço. Aliás, nunca o faço, se as nódoas negras que me deixam são profundas. No entanto, a facilidade que tenho de escondê-las dos outros é incomparável à dor da sua impregnação na minha pele, no meu ser.
E por isso vou obrigar-me -- de que maneira não sei, nem sei com que força -- a falar disto, a expressá-lo.
(Sim, sei que existimos. Algures, ainda existimos...)
6 de fevereiro de 2008
O fim de (mais) um ciclo?
15 de janeiro de 2008
"Always reach for the moon, cause even if you miss you'll land among the stars."
Com um pé na terra e outro no céu.
É assim que gosto de viver, entre o real e o imaginário, entre a máscara social e a obscura autenticidade de uma sonhadora. Para o bem e para o mal, sem tirar nem pôr, assim sou e provavelmente nunca mudarei…
Talvez o sonho seja uma das coisas mais importantes na nossa vida. Talvez o sonho nos mova para agirmos conforme o que imaginamos ser ideal para nós próprios. Talvez esse seja um ideal inalcançável...
Sem esperar atingir a Lua, podemos atirar-nos às estrelas, e nessa altura talvez possamos ter a sensação inexplicável de que fomos quase perfeitos, do quão perto estivemos de tocá-la. De facto, esse é o máximo que podemos alcançar - como vêem, tenho um pé sempre assente cá em baixo.
Porque não hei-de fazer pontaria para a Lua e ter a oportunidade de estar a um passo dela? E porque não realizar todos os cálculos astronómicos possíveis para estar a um dedo dela, e contemplá-la no seu esplendor de "fruto proibido"?
Por agora, apenas coloco um dedo à frente do nariz e fecho um olho, para que esse círculo branco se aproxime de mim sem sair do lugar onde pertence.
Não vou esperar que o Peter Pan entre pela minha janela e me leve a flutuar pelo céu, mas aqui onde estou, procurarei ser o que posso, e ser o que quero.12 de janeiro de 2008
Maravilhoso Tormento
Quero-O... quero aquele sentimento maior que nos arrebata, que nos consome.
Desejo a obsessão que é sentir Aquilo por alguém, esse alguém que é todo o meu universo, tudo o que vejo e sou e quero ao meu lado.
Senti-l'O é tudo o que nos preenche: é a pincelada que não completa o quadro, mas que o torna uma obra-prima imperfeita. A imperfeição desse mesmo quadro - ou sentimento - é o que faz dos Seus pequenos traços algo inesquecível, inexplicável, um maravilhoso tormento.
7 de janeiro de 2008
When she's down and troubled and she needs a helping hand...
She cares about her friends,
and hopes that they don't forget who she is...
But some of them just keep disapointing her.
Some old friends, once "friends for life",
are now like passing strangers,
and worse, some of them are acting like her enemies - "Enemies??"
She thought she would never have to use that word...
She fears that this frightening word, Enemy,
might be, one day, part of her daily vocabulary,
And she trembles with that awful feeling.
The main question in this tricky matter is:
This girl just wants to be happy,
enjoying every moment with the people she loves,
to cherish and hold on tight to one second of laughter
with someone who loves her.
In her mind and her own fantasy world,
this is the beautiful simplicity of friendship...
And who are they to take away her dreams?
Who are they to destroy this (utopic?) need
to feel safe and secure with them,
to be sure
that she's never going to be let down
by someone she cared about so much?
The one thing that is sure for her
is that not everyone of them are gone.
Some people, that unexpectedly she ended up loving so much
are still there, not always, not in presence.
But when they're there, they're hers and hers only.
And she smiles because she knows they're watching her, wherever they are.
=)
2 de janeiro de 2008
Os dias cinzentos têm destas coisas...
Dias como este despertam em mim algumas mágoas que pareciam já não existir. O tempo lá fora, estranho, envolve-me e eu fico assim... sensível, triste, esquisita.
Quando tomo coragem e vou lá fora para fumar um cigarro, procuro proteger-me do vento forte que me despenteia os cabelos. Ao mesmo tempo, envolvida numa manta como num casulo, desejo que o vento leve com ele o meu desconforto, as minhas memórias, que parecem tão reais neste dia. E fecho os olhos, tentando que também a chuva contribua para alguma paz de espírito, para um mínimo de descanso mental.
Mas tal é impossível, porque não se podem mudar os dias cinzentos... e a esperança de que amanhã poderá ser um dia melhor, menos cinzento e mais caloroso, conforta-me um pouco.
É esperar por amanhã, talvez.
Isto que pensei lembra-me um excerto de uma música de Mafalda Veiga:
"A noite vem, às vezes, tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto.
Nem sempre o chao da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tanta vezes o que resta do calor."